Sexy Fair e o empoderamento sexual feminino
Sexy Fair e o empoderamento sexual feminino

Durante cinco dias, 40 mil expectadores passaram pela Sexy Fair, que trouxe novidades no mercado erótico. Dos clássicos vibradores aos mais ousados brinquedos como “volumão”, “Engana Marido”, que é um gel que simula o orgasmo feminino, vibrador de ouro, vibrador que pode ser controlado por aplicativo, estimulante que promete orgasmos múltiplos, são algumas das inúmeras novidades dessa quarta edição da feira. Tinha para todos os gostos e fetiches. Atrações como desfiles e artistas, como a cantora Valesca Popozuda, animaram a festa. A feira contou 78 estandes e 100 marcas.

Os vendedores relataram que o grande sucesso de vendas foi o bom e velho vibrador, que as mulheres procuram em massa. Outro stand que fez bastante sucesso foi o da Sexlog, aplicativo de promete ser o Facebook do sexo.

A MULHERADA COMPARECEU EM PESO À FEIRA. MÃES E FILHAS, SENHORAS, MULHERES DE TODOS OS CORPOS, IDADES E RELIGIÕES ESTAVAM POR LÁ PARA SE INFORMAR E SE EMPODERAR SEXUALMENTE, ESCOLHENDO E CONHECENDO O MUNDO DO EROTISMO.

A equipe Infosex foi lá conferir e conversamos com algumas delas.

Madame DuBa

Um stand badalado de BDSM e terapias sexuais. A paulistana de origem japonesa mostrou seus apetrechos e conversou sobre as preferências sexuais e fetiches das pessoas que ela atende. Consultora e facilitadora, a dominatrix acredita que ainda falta muito para que as pessoas vivam plenamente o sexo e suas possibilidades.
“Conversar sobre isso sobre, sobre que gosta isso ainda é tabu, existe todo um julgamento em cima da mulher. Tem mulher que me procura e conseguimos conversar em roda. Eu faço alguns trabalhos de consultoria, quando por exemplo a mulher descobre que o marido gosta de submissão, e terapia holística, tudo para descobrir as crenças limitantes sobre sexo”, contou a consultura. Sobre fetiches, seu carro-chefe, ela falou sobre o que as mulheres sentem “Às vezes você começa a se sentir estranha, um peixe fora d´água por uma coisa que você gosta, e é bom conhecer outras pessoas que gostam da mesma coisa que você”, explicou Madame DuBa.

Elisângela Albuquerque

Miss Plus Size da cidade de São João de Meriti, na Baixada Fluminense do Rio, também mostrou sua autoestima e nos contou sobre seu processo de empoderamento.
“Empoderamento pra mim é a mulher poder escolher o homem que ela quiser, olhar pro lado e falar, ‘é esse’”, contou Elisângela. Quanto ao processo de empoderamento, ela falou sobre o olhar da sociedade. “Foi libertador, a plus size ela é muito oprimida pela sociedade e eu saí dessa opressão e foi como um renascimento pra mim”, revelou a miss.

 

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Juliana Silvestre

Modelo, também fala do poder de escolha das  mulheres de hoje em dia. “Antes era o homem que escolhia, hoje é a mulher que escolhe. Hoje a mulher é dona desse corpo, ela se toca, ela se conhece, isso que empoderamento, você dar à mulher a escolha com quem ela vai se relacionar. Quanto ao processo. “A gente alcança um certo amadurecimento. Você fica sendo um objeto aqui, um objeto ali, mas hoje quem manda sou eu”, arremata a modelo

 

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Para muitas, o empoderamento sexual também vem da autoestima e se aceitar.

Renally Gabrielly

Que se apresenta como “Gordinha dos Sonhos”, falou sobre o que é auto-aceitação. “Para mim é a você se aceitar da forma que você é e não deixar de viver por conta das outras pessoas.” Sobre mulheres gordas, ela faz um desabafo. “Eu conheço muitas meninas que não saem, que não viajam, que não vão à praia, não vão à uma festa por conta de se sentir mal, mas não com o corpo, mas por conta do olhar do outro, da sociedade, aí elas ficam retraídas e deixam de viver por conta disso”, relata.

 

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Mery Ribeiro

Assessora, conta que empoderamento tem a ver com conhecimento do corpo.“É você poder se conhecer e poder conhecer seu corpo. e poder escolher quem toca seu corpo, é poder dizer não e poder mostrar o corpo pra quem eu quiser”, conta, que relatou que o processo de empoderamento foi difícil. Não usava roupas curtas ou decotadas e foi através de uma palestra com outras mulheres que foi se descobrindo. “Hoje em dia eu me olho, eu me gosto, eu gosto de me mostrar, o que eu tenho de melhor, que é o meu corpo, mas é o meu corpo, de mais ninguém usar”, arremata.

 

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Segundo o ator e diretor

Nizo Neto

Criador da peça Vem Transar, as mulheres são as maiores expectadoras e compradoras do livro de sua esposa, a educadora sexual Tatiana Presser.
“Já vi filha comprar com a mãe do lado, que é uma coisa bacana de ver. Estão todas mais abertas a trabalhar sua sexualidade como qualidade de vida e saúde. O público feminino ama o espetáculo (Vem Transar)”, revela, com exclusividade, o ator e diretor Nizo Neto

 

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O PROCESSO DE EMPODERAMENTO

Empoderamento sexual feminino tem a ver com a mulher conhecer e explorar a potência de seu corpo e saber que ele é capaz de dar e receber muito prazer. Saber o que quer e o que não quer, ser dona de si e celebrar a própria vivência.

Algumas dicas de empoderamento sexual feminino

  • Saber o que lhe dá prazer

Para saber o que lhe dá prazer é preciso conhecer seu corpo. Para isso, é necessário se tocar, não só na masturbação, mas em outras partes do corpo. Explorar mesmo, pedir que o outro explore outras partes como pés, ouvidos, pescoço, seios, barriga, costas e o que mais lhe convier. Quanto mais explorar seu corpo, melhor vai se conhecer e saber o que mais te faz sentir satisfação sexual.

  • Não agradar só o outro

Muitas publicações mostram como enlouquecer o parceiro na cama e as mulheres foram educadas ao longo das décadas para agradar o homem como forma de não perdê-lo. Quem nunca ouviu que o homem procura na rua o que não tem em casa? Esse pensamento é equivocado, uma vez que a relação sexual tem que ser feliz e satisfatória para todos os envolvidos.

  • Escolher o parceiro ou parceira

Muitas mulheres ouvidas pela Infosex na Sexy Fair que escolher o parceiro ou parceira com quem quer se relacionar faz parte do processo do empoderamento sexual da mulher. Escolher e não ser escolhida, tal qual uma princesa no castelo, não é mais uma vontade feminina. As mulheres também querem ter seu papel na conquista.

  • Ter orgulho de sua aparência

Se comparar à modelo da capa de revista não faz nada bem para a auto-estima. Para o processo de empoderamento, é necessário ter orgulho da sua aparência, do seu corpo. Se conhecer, como no primeiro tópico, é fundamental. Saber que seu corpo tem potência e é capaz de realizar coisas incríveis é empoderador.

  • Ter orgulho de sua história

Cada mulher é única e, assim, também tem uma vivência única, cheia de altos e baixos. Cada queda, ensina um pouco. Não é preciso ter vergonha da própria história, dos momentos de estima baixa ou aquele relacionamento não tão legal. Tudo é aprendizado e tiramos lições valiosas desses momentos.

Sexy Fair e o empoderamento sexual feminino 40 mil expectadores no maior evento erótico da América Latina 1

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