Sou ciumenta demais? Saiba o que é ciúme normal ou patológico

Ciúmes em excesso podem ser uma doença e merece atenção especial

Sou ciumenta demais? Saiba o que é ciúme normal ou patológico
Sou ciumenta demais? Saiba o que é ciúme normal ou patológico

Em doses normais, o ciúme faz parte de uma relação, mas há quem perca o controle sem motivos concretos e a relação é abalada. A maneira como se reage a algumas situações cotidianas do relacionamento podem indicar que o ciúme é patológico e merece atenção, em alguns casos, até de ajuda profissional.

O ciúme quando tá em níveis normais surge em curtos momentos quando uma pessoa sente-se insegura e vê  a possibilidade de perder seu companheiro. Este ciúme costuma ser proporcional ao motivo, e a pessoa consegue guardar ou, o ideal, falar com o companheiro de forma apropriada.

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QUANDO O CIÚME SE TORNA UM PROBLEMA?

Quando a baixa autoestima entra na relação, acontece que a insegurança vem junto. Há um medo desproporcional de perder o companheiro e não há um motivo palpável ou totalmente realista.

Por exemplo: quando a pessoa tem interesse em saber sobre todos os relacionamentos anteriores ou verifica onde o companheiro está, com quem está e quer saber o máximo sobre essas pessoas. Monitora o telefone, redes sociais, carteira e roupas íntimas. Em alguma situações pode até chegar a mentir para testar se a resposta do companheiro é igual a uma outra resposta dada anteriormente.

Nesse ciúme problemático, há o desejo inconsciente da ameaça de um rival, assim como o desejo obsessivo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do outro. Caracteriza-se por se exagerado, sem motivo aparente que o provoque, deixando o ciumento absolutamente inseguro e transformando-a numa tremenda controladora, cerceadora da liberdade do outro, podadora de qualquer atividade que o parceiro queira fazer sem que ela esteja presente.

Dúvidas se transformam em ideias supervalorizadas, levando a pessoa a checar, verificar se ela tem fundamento. Isso abala enormemente o relacionamento, mas ainda existe um nível ainda pior de ciúme: o ciúme patológico.

CIÚME PATOLÓGICO

Se você tem suspeitas fantasiosas, imaginárias e infundadas, geralmente sem corresponder com a realidade sobre seu companheiro, pode estar sofrendo de ciúme patológico

Este ciúme patológico pode gerar atitudes como:

  • inspeção obsessiva, repetitiva e contínua de coisas para conferir se o companheiro pode estar traindo;
  • evita encontros sociais; acredita que qualquer pessoa pode estar facilitando a traição do companheiro;
  • perde o controle com muita facilidade e tem atitudes violentas;
  • sente um desejo incontido de controlar o companheiro que seria visto como sua posse;
  • quer atenção exclusiva;
  • finge compreensão para interrogar o companheiro e “dá o bote” (tem constante e frenética busca de evidências e confissões que confirmem suas suspeitas, mas, a confissão não o satisfaz, ai volta a torturante busca da confissão).

O ciúme tem um tempo de duração indefinido, a pessoa geralmente não se aceita como ciumento, é dissimulada, mente muito, engana e pode chegar ao homicídio e ter patologias emocionais sérias.

Uma pessoa com ciúme prejudicial, primeiramente precisa ter o insight, reconhecer que está sendo ciumenta de forma intensa e lesiva, depois deve procurar avaliação e tratamento psicológico, ainda pode ser encaminhada para conduta psiquiátrica.

Note que o ciúme normal sujeita o companheiro a se sentir valorizado, faz bem.

Mas, o ciúme exagerado, obsessivo ou patológico leva ao sofrimento do companheiro, e ele pode ser considerado codependente, ou seja:

  • o companheiro pode ter incapacidade de manter relacionamento saudável;
  • nega a realidade, tendo enorme dificuldade em se afastar do ciumento;
  • desenvolve perspectivas fantasiosas de dias melhores;
  • esquece-se de si mesmo e vive a vida do outro, vive em função da pessoa problema (ciumenta).

Então esse codependente não vivencia de forma saudável, apresenta dificuldades em lidar com questões emocionais e também precisa de avaliação e tratamento psicológico.

COMO LIDAR COM O CIÚME?

Quem sofre com os “ataques” do parceiro alimenta-o sem saber à medida que concorda em submeter-se ao que o outro pede. Por exemplo: se, ao ser questionado sobre quem lhe enviou e-mails, mesmo no trabalho, ele responder, der satisfações, o outro se sentirá no direito de fazê-lo sempre, agindo dessa forma cada vez mais insistentemente e vira um ciclo vicioso.

Aí então as brigas tornam-se frequentes e o clima de tensão toma conta da relação, já que qualquer coisa é motivo para reacender o ciúme. Entretanto, há momentos de total tranquilidade intercalados a estes – geralmente quando estão juntos, fazendo algo que distraia a atenção do ciumento – o que deixa a “vítima” do ciúme confusa, tirando a vontade de abandonar a relação que muitas vezes é tentadora.

Aquele que convive com o ciumento deve aprender a colocar limites, não alimentando a dinâmica doentia do parceiro, e não deixando de fazer suas coisas ou falar com seus amigos só porque o outro quer. Ele acaba cedendo às pressões para evitar brigas, o que lhe parece mais fácil, mas o resultado é catastrófico, pois quando menos imaginar perceberá o quanto está agindo em função do outro e se deixando de lado, submetendo-se, anulando-se por completo. E o pior: nada satisfaz ao parceiro, que vai exigir sempre mais, pois, como já foi dito, a sensação da dúvida permanece.

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A saída correta é que ambos procurem ajuda psicoterapêutica. Quem vive e alimenta essa relação de ciúmes e quem sofre, e muito, com essa sensação de perda e sofrimento que só o ciúme traz. Uma relação saudável é equilibrada, sincera e boa para ambos. Quando traz sofrimento, deve se prestar atenção.

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